Cosmogonia da Ruptura
Artista: Artelosaarts
Instagram: @artelosaarts e @artslosa
WhatsApp: (75) 99168-4157
Material de suporte da obra:
Desenho sobre papel, lápis
de cor prismacolor e caneta gel.
Altura 42 cm x Largura 29,7 cm.
Ano da obra: 2025
Peça única: 1 de 1
Local atual da obra: Santo Estevão - BA.
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Descrição da obra pelo artista:
Nesta obra, mergulho na intersecção entre o sagrado, o cósmico e o colapso civilizacional, propondo um diálogo simbólico entre religião, ciência, política e misticismo. Ao unir a minúcia do desenho pormenorizado com uma iconografia arquetípica e contemporânea, busco criar uma narrativa visual que habita a tênue fronteira entre a revelação espiritual e a decadência do mundo moderno. O centro da composição é dominado por uma figura enigmática: um menino sem rosto, de cabelos brancos, sentado em um trono dourado repleto de elementos simbólicos. Ele representa a ausência divina, ou talvez, uma nova forma de divindade que já não nos olha nos olhos. Em suas mãos, uma bandeja com a cabeça decapitada de uma mulher nos confronta com a morte da empatia e do ciclo vital. Abaixo dele, uma fonte de sangue escorre para um jardim de flores azuis, representando a beleza que brota mesmo das dores mais profundas, uma metáfora para o paradoxo da criação em tempos de ruína. Acima, um eclipse solar total abriga um olho cósmico, símbolo ancestral do julgamento e da onisciência. Essa entidade celeste observa tudo, mas permanece inerte, testemunha silenciosa da falência humana. O céu, pintado em tons de vermelho crepuscular, reforça a iminência de um fim, mas também sugere o nascimento de uma nova aurora, talvez mais caótica, mais verdadeira. À esquerda e à direita do trono, quatro figuras políticas reconhecíveis : Elon Musk, Donald Trump, Vladimir Putin e o Xi Jinping que compõem um novo “Tetragrama do Poder”. Representam a apropriação da narrativa divina pela tecnocracia e pelo autoritarismo, substituindo os mitos antigos pelos mitos de silício, mercado e controle. Eles não olham para o trono com reverência, mas com rivalidade , como se fossem profetas de um novo apocalipse feito de ambição e tecnologia. Na parte inferior da obra, o planeta Terra explode de dentro para fora, em meio a um oceano de estrelas. Essa explosão é o colapso climático, o esgotamento ético, o fim da biosfera. Ao redor dele, duas criaturas totêmicas: uma cabra negra com um olho cego e outro que tudo vê , símbolo do poder corrompido, que vê apenas o que lhe convém , e uma corça branca iridescente, com olhos completamente negros, representação da pureza que persiste mesmo diante da escuridão absoluta. À direita, um rosário vermelho se desenrola como uma espiral do tempo, refletindo o cosmos. É a tentativa desesperada de religar o divino ao humano, em uma era em que o sagrado foi colonizado por algoritmos. E no fundo, uma catedral dourada, bela e opressiva, lança uma luz amarela incômoda — a fé institucional que brilha, mas que não aquece, apenas cega. Intenção artística: Com “O Trono do Fim”, proponho uma cosmovisão crítica do Antropoceno. A obra não entrega respostas, mas lança questões: onde está o sagrado em meio ao colapso? A quem pertence o futuro? Somos testemunhas de um juízo ou autores de nossa própria extinção? Meu objetivo não é conduzir o olhar, mas permitir que cada observador se confronte com a ambiguidade simbólica da obra e reflita sobre sua posição diante do tempo, da espiritualidade e do poder. O espectador é convidado a explorar esse universo como quem penetra em um templo desmoronado , onde os escombros ainda sussurram revelações. Essa obra não busca ser compreendida de imediato. Ela pulsa com camadas de sentido, funcionando como um espelho cósmico e psicológico, onde cada olhar devolve uma verdade diferente. Em tempos de excesso de informação e esvaziamento de sentido, “O Trono do Fim” convida à contemplação do colapso — não como derrota, mas como terreno fértil para o renascimento do mistério.

